É difícil essa discussão sobre os critérios da Lei Rouanet, depois da decisão do Ministro da Cultura Juca Ferreira, em rever a decisão da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura , de vetar projeto de R$ 2 mi para a temporada de Caetano Velloso de lançamento de seu CD. A lógica da CNIC deveria ser a do Ministério.
A Comissão Nacional de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura, que analisa pleitos de dinheiro através da Lei Rouanet, desacolheu o de Caetano Veloso, de 2 milhões de reais, para patrocínio de seu “Tour Caetano Veloso”, a turnê do trabalho “Zii e Zie”, lançado esse ano – mais um CD medíocre. A Comissão já havia negado pedido de Maria Bethânia ano passado, revertido pelo ministro, que tem poderes para tanto. É um absurdo Maria Betânia e Caetano Veloso serem negados perante a CNIC. A opnião pública comprova isso.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Antropologia Cultural.
A Antropologia Cultural tem raízes que remotam a Antiguidade Clássica, quando os primeiros relatos escritos acerca de outros povos iniciaram as discussões acerca da cultura dos mesmos. Estas origens se desenvolveram após o período das grandes navegações, cujos registros, discutiam os povos "descobertos" como exóticos e "estranhos" ao mundo europeu. Também conhecida como Antropologia Social, esta vertente surge da necessidade de compreender a alteridade socio-cultural, ou seja, a apreensão da visão de mundo expressa pelos comportamentos, mitos, rituais, técnicas, saberes e práticas de sociedades de tradição não-europeia. Nas primeiras décadas de sua formação enquanto disciplina a Antropologia esteve ligada aos interesses de Estado. Nesse sentido, a corrente funcionalista inglesa, pensava a Antropologia como uma disciplina "aplicável" ou "útil" na consolidação das ambições de seu governo, sendo utilizada, portanto, para práticas colonialistas. Em uma vertente oposta, o Estruturalismo, de Claude Lévi-Strauss discute a Antropologia Cultural como ferrementa de compreensão do homem. Com a publicação de O Pensamento Selvagem Lévi-Strauss demonstra que os homens, em todas as culturas estabelecem processos cognitivos da mesma forma, e que a utilidade é uma consequência da busca de conhecimento, e não a sua causa, como prescrevem os funcionalistas.
Antropologia Física.
Surge vinculada aos estudos fisio-biológicos do século XVIII e XIX, visando compreender o processo de evolução pelo qual se originaram os humanos modernos, com ênfase nos aspectos biológicos e físicos referentes a este processo. Sua metodologia se centraliza na comparação fóssil-residual além do estudo comparativo de diferentes "tipos humanos". Objetiva compreender a adaptabilidade e variabilidade observáveis na humanidade. Em grande medida a Antropologia Física se vincula a uma matriz diciplinar biofísica que tem como principal motriz as teorias evolucionistas. Está também significativamente associada aos estudos arqueológicos, tanto no estudo de grupos hominídeos pré-históricos, como em pesquisas etno-históricas visando estabelecer as diferentes trajetórias das sociedades de tradição eminentemente oral, ou parcelas das sociedades de tradição escrita, das quais o registo escrito é pouco significativo ou inexistente.
Áreas de estudo da Antropologia.
A contribuição das duas grandes áreas da Antropologia para a amplificação da compreensão do fenómeno humano, desenvolveu ao longo da História da Antropologia muitas temáticas de pesquisa, que originaram uma compartimentalização do conhecimento de cada esfera antropológica, permitindo especialidades de discussão. Esta classificação, no entanto, não é homogênea em todo mundo. Nos Estados Unidos a antropologia abarca quatro esferas de investigação: a Antropologia Física, a Antropologia Cultural, a Linguística e a Arqueologia. No Brasil a Antropologia Cultural desenvolveu-se bastante, principamente na corrente pós-estruturalista, da qual nosso maior representante é o professor Eduardo Viveiros de Castro. Desenvolvendo o conceito de perspectivismo amazônico, Viveiros de Castro discute as noções de natureza e cultura, propondo a idéia de que a experiência ameríndia de conceber o mundo difere essencialmente da experiência dos colonizadores, se utilizando de um conceito construído por ele de multinaturalismo. A Antropologia no Brasil tem vasta produção acadêmica, particularmente em temáticas como Estudos de Gênero, Identidades Culturais, Estudos de População, Antropologia Visual e da Imagem, Antropologia das Emoções, Antropologia Política, Antropologia Urbana, entre outras.
Movimentos e Debates.
Outros movimentos significativos, na história do século XX, para a teoria Antropológica foram as escolas Cognitiva, Simbólica e Marxista.
Debates pós-modernos.
Na década de 80, o debate téorico na Antropologia ganhou novas dimensões. Muitas críticas a todas as escolas surgiram, questionando o método e as concepções antropológicas. No geral, este debate privilegiou algumas idéias: a primeira delas é que a realidade é sempre interpretada, ou seja, vista sob uma perspectiva subjetiva do autor, portanto a antropologia seria uma interpretação de interpretações. Da crítica das retóricas de autoridade clássicas, fortemente influenciada pelos estudos de Foucault, surgem metaetnografias, ou seja, a análise antropológica da própria produção etnográfica. Contribuiu muito para esta discussão a formação de antropólogos nos países que então eram analisados apenas pelos grandes centros antropológicos.
Debates pós-modernos.
Na década de 80, o debate téorico na Antropologia ganhou novas dimensões. Muitas críticas a todas as escolas surgiram, questionando o método e as concepções antropológicas. No geral, este debate privilegiou algumas idéias: a primeira delas é que a realidade é sempre interpretada, ou seja, vista sob uma perspectiva subjetiva do autor, portanto a antropologia seria uma interpretação de interpretações. Da crítica das retóricas de autoridade clássicas, fortemente influenciada pelos estudos de Foucault, surgem metaetnografias, ou seja, a análise antropológica da própria produção etnográfica. Contribuiu muito para esta discussão a formação de antropólogos nos países que então eram analisados apenas pelos grandes centros antropológicos.
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