sábado, 4 de julho de 2009

Mitos a respeito da Amazônia.

Repetidos com freqüência, ganham colorido de verdade. Francisco Orellana, descendo o Rio Maranon em 1541 à procura do soberano que se cobria de ouro, dito "El Dorado" - daí Eldorado -, teria enfrentado mulheres guerreiras, denominadas "amazonas" na mitologia grega. Diz a lenda que um cacique confirmara a existência dessas valentonas brancas que moravam "solteiras" em uma cidade de pedra e que só aceitavam homens quando lhes aprazia. A história das amazonas deu nome ao rio caudaloso até então conhecido por Mar Doce ou Rio Grande. Assim, o nome da Amazônia tem origem na mitologia, o que pode explicar vários dos mitos que, repetidos com freqüência, vão adquirindo colorido de verdade. As notícias sobre artigo no Economist e sobre a III Conferência Científica do LBA (1.500 participantes, patrocínio do MCT) informam que a floresta é sorvedouro de carbono, contribuindo para amenizar o efeito estufa sobre o planeta. Ora, todos sabem que a floresta acha-se em equilíbrio, dito clímax, quando o gás carbônico absorvido pela fotossíntese corresponde ao desprendido pela decomposição da serapilheira. As árvores cresceriam continuamente se não soltassem galhos e folhas, os quais se acumulariam ano após ano, se não se decompusessem. Esse estado de equilíbrio resulta na troca balanceada de oxigênio e de gás carbônico com a atmosfera. Não temos o "pulmão do mundo". São confusas, igualmente, as assertivas míticas sobre queimadas. A floresta alta não se incendeia a menos que cortada. Somente os campos e cerrados, forrados de gramíneas, pegam fogo por descuido ou propósito do homem ou em decorrência de faísca elétrica. O fogo periódico faz parte do clímax do cerrado, vindo a vegetação subseqüente reabsorver gás carbônico desprendido. Os aerossóis da fumaça de origem vegetal são refletores da radiação solar, atenuando o aquecimento. Por outro lado, boa parte do gás carbônico das queimadas é reabsorvida pela vegetação subseqüente - pasto, lavoura ou capoeira - e pelo aumento do húmus resultante do plantio direto. O impacto sobre o efeito estufa é muito menor do que se apregoa. Os ecologistas que vão para o mato conhecem tudo que descrevemos e muito mais. Os urbanizados deveriam conhecer a realidade do sertão, poupando os interessados, menos informados, de cansativas e monótonas histórias do fim do mundo. A expansão da agropecuária é uma realidade notável, graças à iniciativa e à capacidade de empreender e trabalhar de nossos patrícios. Eles estão captando a energia solar que não atravessa as copas arbóreas. Estão capitalizando nosso clima de verão chuvoso. Estão tornando a terra mais fértil, mantendo as águas limpas e o ar livre de poeira, graças a uma agricultura conservacionista e sustentável. O exemplo de Sorriso (MT) e arredores não é um mito.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

O Genoma da pré-história.

Projeto vai decifrar DNA do neandertal, o parente extinto da Humanidade.
O DNA de um parente extinto da Humanidade promete levar a ciência a uma viagem sem precedentes pela pré-história. Cientistas anunciaram ontem o começo do Projeto Genoma do Homem de Neandertal. Pela primeira vez será possível saber como realmente era esse integrante do gênero humano. Se tiverem êxito, geneticistas poderão descobrir se o neandertal nos legou algo mais do que seus ossos e ferramentas e se temos em nosso genoma traços herdados da espécie extinta, a mais próxima do homem moderno. O projeto é uma grande ousadia tecnológica. O neandertal desapareceu da Terra há cerca de 30 mil anos e seu DNA é quase impossível de extrair. As poucas amostras obtidas estão fragmentadas. Para reconstruir seu genoma, será necessário associar imenso poder computacional a técnicas refinadas de interpretação de dados.
Ontem, foi dado o primeiro passo do projeto. Especialistas que obtiveram as únicas amostras de DNA de neandertais a partir de um osso firmaram um contrato com uma empresa de biotecnologia para tentar completar todo o código genético dos neandertais. O Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária, em Leipzig, na Alemanha, e a Corporação 454 de Ciências da Vida, em Branford, Estados Unidos, anunciaram que pretendem usar novas tecnologias para ampliar as pequenas amostras de DNA disponíveis.
- Novas tecnologias nos levarão a uma viagem que parecia impossível - afirmou Svante Paabo, chefe do estudo.
Ele foi o primeiro a conseguir obter DNA de um neandertal, em 1997, a partir de um osso de perna. Os neandertais surgiram há aproximadamente 300 mil anos e povoaram partes da Europa e do Oriente Médio. Conviveram por milênios com o homem moderno e sua extinção é um mistério.
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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Cultura - Lucia Riff; agente literária.

Lucia Riff de modo geral, agencia tudo que é ligado ao direito autoral: a edição da obra, o uso de um texto que vai ser adaptado para cinema, teatro ou entrar num livro escolar, além de convites e viagens.
Lucia já teve vários casos de autores que deixaram a agência porque acharam que ela não trouxe para eles o que eles esperavam. Também tive autores que não funcionaram da maneira que eu achava que funcionariam. Nesses casos, o melhor é simplesmente o agente abrir mão dos contratos. Apesar de fundamentais. Se a relação com o autor não funciona, não é um contrato que vai segurá-lo.
A maioria dos seus clientes nacionais é incorporada por indicação. Com o autor estrangeiro é um pouco diferente. Às vezes, ele também vem por indicação.
Para a Lúcia o agente literário deve ter um papel muito discreto, quem tem que aparecer é o autor, o editor, o livro.
Aqui no Brasil se um livro está vendendo, outro deixa de ser vendido. porque a cota de venda de uma editora para as livrarias é mais ou menos a mesma. Se uma editora gasta sua cota inteira com um único livro, não vende os outros. A editora pode até vender um pouco mais, mas não na proporção que se imagina. Então um best-seller é um livro que suga dos outros. Na verdade, o que a gente precisa é aumentar o mercado comprador.
O mercado mais comprador é o de não-ficção. Até os adiantamentos costumam ser maiores para um livro forte de não-ficção, Atualmente temos um boom dos livros de história recente do Brasil, assim como assuntos políticos, islamismo, fundamentalismo e Bush. Tudo isso há pouco tempo atrás simplesmente não vendia de maneira alguma.
Nossa agência literária foi inaugurada em 1991 por Lucia Riff , em sociedade com Carmen Balcells e Cristina de Mello e Souza. O objetivo era agenciar autores brasileiros no Brasil e também no exterior – e também agenciar Editoras e Agências Literárias estrangeiras para o mercado de publicação em língua portuguesa (Brasil e Portugal). Começaram como Agência Literária Balcells Mello e Souza Riff slc Ltda., ou simplesmente Agência Literária BMSR. Em dezembro de 2003 foi criada uma nova estrutura para a sociedade, e a agência passou a ter como sócios apenas Lucia Riff, Laura Riff e João Paulo Riff. Em outubro de 2006, completamos os 15 anos de vida, e o nome passou a ser Agência Riff. Agora em 2009 se completam 18 anos de existência.
O trabalho da agência Riff é : o agente literário representa os autores e administra suas obras. Basicamente, o agente é o elo de ligação entre autores e editores. Podemos atuar como agentes de autores brasileiros, ou de herdeiros de autores brasileiros; ou ainda como co-agentes de Editoras ou Agências estrangeiras para o mercado brasileiro ou português.Com ampla experiência de mercado, e conhecendo a linha, o perfil e a conduta profissional das editoras, nossa meta é buscar sempre as mais indicadas para publicar as obras dos nossos clientes.

sábado, 27 de junho de 2009

Farrah Fawcett, estrela de "As Panteras", morre ! Mas permanece viva !

Farrah Fawcett, estrela de 'As Panteras', morre aos 62 anos.
Internada desde segunda-feira em um hospital de Los Angeles em mais um episódio de sua longa batalha contra um câncer, Farrah Fawcett morreu esta quinta-feira. O estado de saúde da atriz de 62 anos havia piorado e na quarta ela foi transferida para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Durante a noite, chegou a receber a extrema-unção de um padre.
Amigos e parentes da estrela de "As Panteras" ("Charlie's Angels") fizeram vigília no St. John's Health Center em Santa Monica, ao lado do companheiro de muitos anos da atriz, o ator Ryan O'Neal.
Em uma entrevista que vai ao ar nos Estados Unidos nesta sexta, o protagonista de "Love story" - que tem um filho de 24 anos (Redmond) com Farrah - revelou que tinha planos de casar-se com ela. O'Neal estava tentando conseguir liberdade temporária para que o filho, preso por porte de drogas, acompanhasse os últimos momentos de Farrah.
Farrah, de 62 anos, foi inicialmente diagnosticada com um câncer anal em 2006. Apesar de os médicos terem acreditado que ela estaria curada, a doença voltou a aparecer em maio de 2007 e se espalhou para o fígado.