sábado, 13 de junho de 2009

Cultura, Festas Juninas, folclore brasileiro.

Renascem as tradições do mês de junho, o mês do folclore brasileiro. Em toda a parte ardem fogueiras, sobem balões, dançam-se quadrilhas, girândolas de fogos rebentam no ar. Fogueiras e balões, fogos de artifício, sortes, adivinhas, canjica, pamonha ou milho assado nas brasas da fogueira, a música ao som da viola ou da harmônica, indumentária colorida, danças regionais, cantorias e rodas, banhos-de-cheiro, parentesco, pássaros e bois nos terreiros, eis a riqueza cultural que cerca o mês de junho. De Norte a Sul, o país é tomado de uma febril excitação. Permanece no ar estagnação de aromas. O povo se confraterniza. Sanfona, viola e quentão fazem furor nas festas juninas . Enfim, a alegria se visualiza em todas as fases.
Vários elementos folclóricos são próprios do mês de junho e nele se manifestam com todo o esplendor. Uma grande parte é exclusiva da época, não pode ser vista ou realizada noutra ocasião, como as fogueiras, os balões, as adivinhas matrimoniais, as sortes. Há também uma culinária típica e, em alguns Estados, como o Pará, influências ambientais acentuam a cor local: ali, na noite de São João, é hábito tomar banhos-de-cheiro, isto é, banhos da felicidade.

A antropologia Interpretativa.

A antropologia interpretativa
Com cerca de vinte livros publicados, Clifford Geertz é provavelmente, depois de Claude Lévi-Strauss, o antropólogo cujas idéias causaram maior impacto na segunda metade do século XX, não apenas no que se refere à própria teoria e à prática antropológica mas também fora de sua área, em disciplinas como a psicologia, a história e a teoria literária. Considerado o fundador de uma das vertentes da antropologia contemporânea - a chamada Antropologia Hermenêutica ou Interpretativa.
Geertz, graduado em filosofia, inglês, antes de migrar para o debate antropológico, obteve seu PhD em Antropologia em 1956 e desde então conduziu extensas pesquisas de campo, nas quais se fundamentam seus livros, escritos essencialmente sob a forma de ensaio. As suas principais pesquisas foram feitas na Indonésia e em Marrocos. Desiludiu-se com a metodologia antropológica, para Geertz excessivamente abstrata e de certa forma distanciada da realidade encontrada no campo, o que o levou a elaborar um método novo de análise das informações obtidas entre as sociedades que estudava. Seu primeiro estudo tinha por objetivo entender a religião em Java.
Por fim foi incapaz de se restringir a apenas um aspecto daquela sociedade, que ele achava que não poder ser extirpado e analisado separadamente do resto, desconsiderando, entre outras coisas, a própria passagem do tempo. Foi assim que ele chegou ao que depois foi apelidada de antropologia hermenêutica. Sua tese começa defendendo o estudo de "quem as pessoas de determinada formação cultural acham que são, o que elas fazem e por que razões elas crêem que fazem o que fazem".
Uma das metáforas preferidas de Geertz, para definir o que fará a Antropologia Interpretativa, é a leitura das sociedades enquanto textos ou como análogas a textos. A interpretação ocorre em todos os momentos do estudo, da leitura do "texto", pleno de significado, que é a sociedade na escrita do texto/ensaio do antropólogo, por sua vez interpretado por aqueles que não passaram pelas experiências do autor do texto escrito. Todos os elementos da cultura analisada devem portanto ser entendidos à luz desta textualidade, imanente à realidade cultural.
Idéias centrais
A Antropologia Interpretativa analisa a cultura como hierarquia de significados, pretendendo que a etnografia seja uma “descrição densa”, de interpretação escrita e cuja análise é possível por meio de uma inspiração hermenêutica. É crucial a leitura da leitura que os “nativos” fazem de sua própria cultura

A escola de cultura e personalidade.

A escola de cultura e personalidade.
Criada por estudiosas estadunidenses, díscípulos de Franz Boas, influenciadas pela Psicanálise e pela obra de Nietzsche, esta escola concebe a cultura como detentora de uma “Personalidade de base”, partilhada por todos os membros. Estabelece uma tipologia cultural. Haveria culturas: dionisíacas (centradas no extâse) e apolíneas (estruturadas no desejo de moderação); pré-figurativas, pós-figurativas, co-figurativas.

O particularismo histórico.

O particularismo histórico
Também conhecida como Culturalismo, esta escola estadunidense, defendida por Franz Boas, rejeita, de maneira marcante, o evolucionismo que dominou a antropologia durante a primeira metade do século XX.
Principais idéias
A discussão desta corrente gira em torno da idéia de que cada cultura tem uma história particular e de que a difusão cultural se processa em várias direções. Cria-se o conceito de relativismo cultural, vendo também a evolução como fenômeno que pode decorrer do estado mais simples para o mais complexo.

A antropologia estrutural.

A Antropologia Estrutural nasce na década de 40. O seu grande teórico é Claude Lévi-Strauss. Centraliza o debate na idéia de que existem regras estruturantes das culturas na mente humana, e assume que estas regras constroem pares de oposição para organizar o sentindo.
Para fundamentar o debate teórico, Lévi-Strauss recorre a duas fontes principais: a corrente psicológica criada por Wilhelm Wundt e o trabalho realizado no campo da lingüistica, por Ferdinand de Saussure, denominado Estruturalismo. Influenciaram-no, ainda, Durkheim, Jakobson (teoria linguística), Kant (idealismo) e Marcel Mauss.
Ideias centrais
Para a Antropologia Estrutural as culturas definem-se como sistemas de signos partilhados e estruturados por princípios que estabelecem o funcionamento do intelecto. Em 1949 Lévi-Strauss publica “As estruturas elementares de parentesco”, obra em que analisa os aborígenes australianos e, em particular, os seus sistemas de matrimônio e parentesco. Nesta análise, Lévi-Strauss demonstra que as alianças são mais importantes para a estrutura social que os laços de sangue. Termos como exogamia, endogamia, aliança, consaguinidade passam a fazer parte das preocupações etnográficas.